Cães que se parecem com filhotes têm vantagem evolutiva

30/12/2013

Filhote

Ao longo da evolução, os cães ficaram mais parecidos com filhotes de lobos do que com animais adultos (Thinkstock)

Um novo estudo sugere que os cães podem ter “manipulado” a preferência do homem por animais com aspecto de filhotes para serem domesticados. A pesquisa, realizada por cientistas do Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, foi publicada no periódico Plos One, na última quinta-feira.

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CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Paedomorphic Facial Expressions Give Dogs a Selective Advantage 
Onde foi divulgada: periódico Plos One
Quem fez: Bridget M. Waller, Kate Peirce, Cátia C. Caeiro, Linda Scheider, Anne M. Burrows, Sandra McCune e Juliane Kaminski
Instituição: Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, e outras
Resultado: O estudo sugere que os cachorros evoluíram para manipular a preferência humana por características que lembram filhote.

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Os lobos foram domesticados há cerca de 18.000 anos, e evoluíram para os cães que conhecemos atualmente. Ainda não se sabe como essa transição se iniciou. Uma hipótese é de que os lobos tenham se autodomesticado, uma vez que, ao se aproximar dos humanos, obtinham alimentos com mais facilidade. Com o tempo, cães e lobos se diferenciaram na aparência, e os cachorros se tornaram mais parecidos com filhotes de lobo do que com seus exemplares adultos.

Acreditava-se que esse fenômeno, conhecido como pedomorfose (mudança através da qual os indivíduos adultos de uma espécie retêm características previamente encontradas em jovens) tenha sido consequência da domesticação, quando os animais menos agressivos foram selecionados. O novo estudo sugere, porém, que essa ocorrência não foi apenas um “efeito colateral”, mas aconteceu devido à preferência humana por bichos que se parecem com filhotes.

Olhos maiores – Ao observar um abrigo para cães, os pesquisadores notaram que os animais que faziam um tipo específico de movimento facial – levantar a parte interna das “sobrancelhas” – eram adotados mais rapidamente do que os demais. Essa expressão facial está diretamente ligada à pedomorfose, pois os olhos do animal pareceram maiores, como ocorre nos filhotes.

Reprodução

Movimento facial que faz os olhos parecerem maiores

Esse mesmo movimento, nos humanos, está associado à tristeza e à vulnerabilidade, que também se relaciona com a aparência de filhotes. Outra hipótese é a de que este movimento do rosto faz com que uma área maior da esclera (parte branca dos olhos) apareça no cachorro, o que indica capacidade de olhar especificamente para alguém. Curiosamente, características mais observadas por leigos, como balançar a cauda ou se aproximar dos humanos, não tiveram influência sobre a velocidade da adoção.

Para os autores, esse resultado sugere que os cachorros evoluíram para manipular a preferência humana por características que lembram filhotes. “Isso colabora com a hipótese de que características pedomórficas em cães domésticos surgiram como um resultado da seleção indireta feita pelos humanos, e não como um subproduto da seleção contra os indivíduos mais agressivos”, escrevem os autores no estudo.

Estudo afirma que primeiros cães foram domesticados na Europa

Veja – 14/11/2013

Os lobos são animais selvagens e perigosos. Caçadores exímios, eles ocupam o topo da pirâmide alimentar das regiões onde habitam e são extremamente arredios no contato com os seres humanos. Ainda assim, eles são os ancestrais de todas as espécies de cachorros que existem ao redor do mundo, animais muito mais dóceis e brincalhões, tão adaptados à convivência com os seres humanos que dividem com esses suas cidades, casas e famílias. Uma nova pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science mostra que essa transição entre lobo selvagem e cão domesticado aconteceu na Europa há, no mínimo, 18 800 anos.

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CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Complete Mitochondrial Genomes of Ancient Canids Suggest a European Origin of Domestic DogsOnde foi divulgada: periódico ScienceQuem fez: Olaf Thalmann, entre outros pesquisadoresInstituição: Universidade de Turku, na FinlândiaDados de amostragem: Análises genéticas de dezoito fósseis pré-históricos e de 148 cães, lobos e coiotes modernosResultado: Os pesquisadores descobriram que os cães modernos descendiam de lobos que viveram na Europa há milhares de anos
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Os cães são os animais domesticados mais bem adaptados à convivência direta com os seres humanos — a ponto de se tornarem conhecidos como os melhores amigos do homem. Os cientistas sugerem que essa afinidade comportamental acontece por causa da ancestral amizade entre as duas espécies.

Durante os milhares de anos de convivência, os seres humanos foram selecionando os cães mais dóceis e brincalhões, criando uma espécie extremamente afeita à vida doméstica (em comparação, os gatos foram domesticados há cerca de 10 000 anos). Até hoje, no entanto, os cientistas ainda discutem o local e a data exatos nos quais os lobos deixaram de ser inimigos e competidores do homem e viraram parte da família.

Estudos anteriores feitos a partir da análise genética de diversas espécies de cães modernos ao redor do mundo sugeriam que os animais descendiam de lobos que viviam no Oriente Médio e no Oeste Asiático. Os fósseis mais antigos de cachorros, no entanto, foram encontrados no oeste da Europa e na Sibéria, datando de entre 15 000 e 36 000 atrás. Enquanto isso, os registros mais antigos de cães no Oriente Médio ou na China não passam de 13 000 atrás.

Instituto Real de Ciências Naturais da Bélgica


Ossada de cão encontrada na Bélgica datando de cerca de 26 000 anos atrás

Lobos e cães — Para solucionar essa aparente contradição, os pesquisadores responsáveis pelo atual estudo criaram uma espécie de mistura das duas metodologias. Eles compararam o DNA de espécies modernas de cães e lobos com o encontrado nos fósseis antigos, criando uma árvore genealógica das raças de canídeos espalhados pelo mundo.

Assim, os pesquisadores compararam o genoma extraído de 18 fósseis pré-históricos, vindos da Europa, Ásia e América, com o encontrado nas células de 49 lobos, oitenta cães e quatro coiotes modernos. Para realizar essa análise, eles estudaram o DNA mitocondrial, que não é encontrado no núcleo das células, mas nas mitocôndrias, e é transmitido diretamente das mães para os filhos. Por não ser misturado ao DNA paterno, sua análise é o melhor modo de traçar longas cadeias de hereditariedade.

Os cientistas descobriram que as sequências genéticas de todas as espécies de cães modernos se assemelhavam à dos fósseis pré-históricos europeus e à dos lobos que vivem atualmente na região. Já os lobos de outras partes do mundo apresentavam um parentesco muito mais distante dos cães, sugerindo uma origem europeia para o melhor amigo do homem. “Isso coloca os registros genéticos de acordo com os registros arqueológicos, uma vez que a Europa é o local onde os fósseis mais antigos de cães são encontrados”, diz Robert Wayne, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que participou do estudo.


Os pesquisadores afirmam que os lobos se aproximaram dos caçadores humanos em busca das carcaças que eles deixavam para trás

Amizade de caçadores — Os fósseis de lobos e cães antigos com que os animais atuais têm maior parentesco datam de 18 800 a 32 100 anos atrás — eles são justamente os mais antigos do mundo. Segundo os pesquisadores, nessa época, a paisagem europeia era ocupada por grupos humanos de caçadores-coletores, que se aventuravam pelo continente em busca de comida.

O estudo contradiz teorias antigas, que sugeriam que os cães haviam sido domesticados a partir do advento da agricultura. Segundo essa ideia, os lobos deveriam ter sido atraídos para perto das vilas humanas pela abundância de comida vinda das colheitas, onde começariam sua convivência com os seres humanos.

Os novos dados, ao contrário, sugerem que teriam sido os caçadores-coletores os responsáveis por transformar os lobos em cães. Os cientistas sugerem que os animais selvagens teriam sido atraídos pelas carcaças que os caçadores humanos deixavam para trás. Com o tempo, eles começariam a ajudar nessas mesmas caçadas e a proteger o grupo de outros predadores, dando início ao processo de domesticação.

Companheiros de viagem — A partir daí, os cães teriam sido adotados definitivamente pelas tribos humanas, percorrendo com elas suas rotas migratórias e sendo levados a diferentes regiões pelas rotas comerciais. Os cães teriam acompanhado os humanos até em sua viagem para a América. Segundo o estudo, três fósseis de cachorros que viveram no continente antes da chegada de Colombo — de 1 000 e 8 500 anos atrás — também apresentavam parentesco com os fósseis europeus mais antigos.

Com o passar dos milênios, essa amizade se estreitou ainda mais, o que levou à criação das inúmeras raças de cães que existem ao redor do mundo. Diversas delas são tradicionalmente ligadas a algumas regiões do planeta, mas todas descendem de lobos europeus.

Mamíferos “escolhem” o sexo de seus filhotes, diz estudo

Veja 16/07/13
Controlado pelas fêmeas, mecanismo de escolha tem como objetivo conseguir o maior número de descendentes
LeoaPara as fêmeas, ter um número maior de filhotes machos é mais arriscado, mas pode gerar um número maior de descendentes (Thinkstock)

Um estudo liderado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, confirmou uma teoria debatida há mais de 40 anos no ramo da biologia evolutiva: fêmeas de mamíferos são capazes de “escolher” o sexo dos filhotes. Elas fazem isso com a intenção de obter maior sucesso reprodutivo — em outras palavras, gerar o maior número possível de descendentes. Para fazer a descoberta, os pesquisadores analisaram 90 anos de registros de reprodução do Zoológico de San Diego e estudaram três gerações de 198 espécies diferentes de mamíferos.

 

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Winning the Genetic Lottery: Biasing Birth Sex Ratio Results in More Grandchildren

Onde foi divulgada: periódico Plos One

Quem fez: Collette M. Thogerson, Colleen M. Brady, Richard D. Howard, Georgia J. Mason, Edmond A. Pajor, Greg A. Vicino e Joseph P. Garner

Instituição: Universidade de Stanford, EUA, e outras

Dados de amostragem: 1.627 fêmeas e 703 machos de 198 espécies de mamíferos, dos quais os pesquisadores conseguiram identificar três gerações

Resultado: Os pesquisadores descobriram que as fêmeas são capazes de escolher o sexo de seus filhotes, com objetivo de ter o maior número possível de descendentes no futuro. Essa escolha é feita de forma inconsciente e leva em consideração a posição da fêmea e de seu parceiro no grupo, o ambiente em que ela vive e as condições que terá para “investir” na criação do filhote.

“É quase como se as fêmeas estivessem em um jogo de apostas”, diz Joseph Garner, principal autor do estudo publicado no periódico Plos One, em entrevista ao site de VEJA.  Machos de diversas espécies de mamíferos têm haréns com dezenas e até centenas de fêmeas. Todas as fêmeas desse grupo podem se reproduzir. Entre os machos, apenas aqueles que detêm o harém vão procriar – os demais, não.

“Do ponto de vista da fêmea, se ela tiver uma filha estará fazendo uma aposta segura: essa filha vai produzir um filhote por ano, todos os anos. Se ela tiver um filho, estará fazendo uma aposta arriscada. Se quiser que o filho tenha condições de lutar e ganhar um harém, vai precisar colocar muito esforço na criação dele. Mas, se tiver sucesso, esse filhote lhe dará centenas de netos”, explica Garner.

Dessa forma, essa decisão é tomada — de forma inconsciente — com base na posição que essa fêmea ocupa no grupo, no status do parceiro e nos recursos que terá para criar os filhos. O que a fêmea tem a fazer é intuir se seu filho tem condições de superar os outros machos que estão sendo gerados por outras fêmeas.

Poder feminino — Em diversas áreas de estudo, a influência maior sobre a escolha do sexo do filho acaba, de certa forma, recaindo sobre o macho. “Em fisiologia reprodutiva, falamos sobre o esperma determinando o sexo do bebê. Em comportamento animal, falamos o tempo todo em machos competindo por fêmeas”, diz Garner. Mas o pesquisador lembra que são as fêmeas que fazem o maior investimento nos filhos. “Elas vão amamentá-los e carregá-los por meses ou anos. Então por que a fêmea iria aceitar passivamente a escolha do sexo? Bom, ela não vai.”

Essa teoria da escolha do sexo dos filhotes nos mamíferos foi proposta pela primeira vez em um estudo de 1973, feito por Robert Trivers e Dan Willard. Eles desafiaram a ideia de que a determinação do sexo dos filhotes é aleatória. No lugar dela, propuseram que os mamíferos podem manipular o sexo de sua cria a fim de gerar mais descendentes. A teoria foi reforçada em 1984, com um estudo de T.H. Clutton-Brock publicado na revista Nature. A pesquisa mostrava que, entre os veados-vermelhos, as fêmeas dominantes produziam uma quantidade maior de filhos machos do que aquelas de posição mais subordinada.

“O problema é que em nenhum desses exemplos alguém já tinha sido capaz de olhar para os filhos dessas fêmeas e dizer se eles foram mais bem sucedidos do que os outros, porque ninguém conseguiu acompanhar animais na natureza por três gerações”, explica Garner. Além disso, os trabalhos anteriores tinham o enfoque em apenas uma espécie.

Por isso, Garner e sua equipe decidiram utilizar os animais do zoológico para o estudo — o que não os poupou de um intenso trabalho de reconstrução do histórico reprodutivo de cada uma das espécies analisadas. No final, conseguiram 1.627 avós e 703 avôs do mundo animal, dos quais eles tinham os dados completos de três gerações. Os principais grupos de mamíferos foram representados na amostra: primatas, carnívoros, animais de casco fendido, como o boi e o búfalo, e animais de casco ímpar (ou seja, com um ou três dedos em cada pata), como os cavalos, que têm um só dedo. Os resultados mostraram que as fêmeas estavam apostando de forma correta: dentre aquelas que produziam mais machos, seus filhos tinham 2,7 mais vezes mais filhotes do que aqueles cujas mães tiveram um número balanceado de filhos machos e fêmeas.

Hipóteses — O mecanismo através do qual as fêmeas fazem esse controle, porém, ainda não foi descoberto. “Sabemos que, independente do que seja esse mecanismo, ele está ocorrendo no momento da fertilização do óvulo. Em muitas espécies nas quais ocorre essa escolha do sexo dos filhos, as fêmeas só ovulam uma vez ao ano. Então, elas têm que fazer algo no momento da fertilização do óvulo. E elas não podem fazer isso matando seletivamente embriões masculinos ou femininos, por exemplo”, explica Garner.

Outra coisa que se sabe sobre esse mecanismo é que ele não tem nenhuma relação com o esperma. “Sabemos que mesmo machos que têm mais filhos machos produzem esperma com chances iguais de gerar um filhote macho ou fêmea”, afirma Garner. Um das teorias para explicar esse fato afirma que as fêmeas conseguem acelerar ou atrasar o gameta masculino e feminino, que têm formatos diferentes, à medida que eles se movem pela mucosa do sistema reprodutivo.

Lembrando que os seres humanos também são mamíferos, Garner afirma que diversas evidências mostram que essa escolha inconsciente do sexo dos filhos ocorre também entre os humanos. Um estudo deste ano, feito com bilionários americanos, mostrou que eles têm mais chances de ter filhos do que filhas — provavelmente porque os homens tendem a ser os herdeiros. Estudos realizados em sociedades poligâmicas mostram que a primeira esposa tem mais chances de ter filhos homens do que as demais. Segundo Garner, homens mais agressivos também tendem a ter mais filhos homens, uma vez que no passado a agressividade poderia garantir a sobrevivência do macho. “Mas isso não quer dizer que se uma mulher desejar muito ter uma menina ou um menino ela vai conseguir”, explica Garner.  “Seu subconsciente e seu corpo estão tomando essa decisão por você”.

Evolução e comportamento

Cães domésticos são lobos que sofreram seleção para domesticação, este processo, na maioria dos casos, consiste em selecionar os animais com comportamentos mais infantis. Eles continuam sendo lobos, podemos classifica-los em uma subespécie, Canis lupus familiaris, mas não em uma espécie distinta, visto que as diferenças genotípicas são mínimas. Algumas pessoas no mundo da cinofilia defendem a ideia de que cães não são lobos, para defender esta ideia afirmam que: a convivência com o homem fez surgir mutações que favoreciam a relação, porém isto é uma visão Lamarckista do processo evolutivo e não Darwiniana. Mutações ocorrem ao acaso e não por necessidade. As poucas mutações que diferenciam cães e das outras subespécies de lobos não tem relação direta com o processo de domesticação. Mas claro que existem grandes diferenças fenotípicas entre lobos e cães, elas são decorrentes da seleção de genes já existentes em lobos. Nós humanos selecionamos os lobos mais “bobinhos”, os mais infantis, ou que eram mais submissos, os com tendência a ômega; não era interessante para o convívio um lobo que disputasse a posição de alfa do grupo com um humanos, ou agressivos. Esta seleção ao longo do tempo gerou lobos infantilizados, nossos cães. Se observarmos lobos jovens com menos de 9 meses vemos muitas semelhanças entre eles e nossos cães, tanto características físicas como comportamentais, latir é um exemplo, vemos lobos adultos latindo, mas em raríssimas ocasiões. Comportamentos complexos como pastoreio, guarda e patrulha de território são traços de comportamentos observados em lobos, nós apenas selecionamos.

Entendendo a taxonomia para compreender a evolução canina.

A classificação biológica proposta por Lineu agrupa os seres vivos por grau de similaridade, nos seguintes grupos: Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie. Pode haver sub e super grupos, por exemplo o termo subespécie. A classificação se baseia em proximidade evolutiva, antigamente usávamos os fenótipos para comparar, atualmente o genoma de cada espécie é uma das melhores ferramentas para este tipo de análise. O nome de cada Espécie é comporto por duas palavras e primeira indica o Gênero, deve ser escritos em destaque com a inicial do Gênero em maiúscula, exemplo Canis lupus. Alguns taxonomistas defendem o uso de subespécies outro a transformação de muitas subespécies em espécies. Vamos seguir o que é mais comum, classificação com uso de subespécies.

O Gênero Canis apresenta muitas espécies como Canis aureus, Canis rufus, Canis simiensis . Como o foque é o cão doméstico estamos falando da espécie Canis lupus , a classificação atual divide esta espécie em muitas subespécies, dentre elas Canis lupus familiaris (cão doméstico), porém existem outras subespécies e sua distribuição segue a figura abaixo.

O cão doméstico tem maior grau de parentesco com o Canis lupus arabs que ocorre na região do oriente médio, mas o processo de domesticação provavelmente ocorreu diversas vezes e com outras subspécies, o cão atual é originário da mistura destes lobos domesticados, com carga genética maior do lobo árabe, como mostra trabalho publicado na Nature  (http://blogs.nature.com/news/thegreatbeyond/2010/03/doggies_desert_development_dec.html). Outra subespécie que apresenta grande parentesco é o Canis lulus pallipes. Duas fotos destas subespécies seguem abaixo, vale apena ressaltar que as diversas cores presentes em cães são observadas em lobos, as cores abaixo não caracterizam as subepécies.

Canis lupus arabs – Lobo árabe

Canis lupus pallipes – Lobo indiano

Mas o que é Evolução?

Teoria Sintética da Evolução se baseia em dois critérios base. Mutação alteração no material genético levando ao aumentando a variabilidade genética de uma espécie através da recombinação gênica e Seleção Natural , esta pode selecionar positivamente, negativamente ou não selecionar uma série de características. Evolução não tem métas ou guias, as mutações não ocorrem por necessidade e sim ao acaso.

No passado Jean Baptiste Lamarck propôs uma teoria evolutiva que se baseava na Lei do Uso e Desuso, quanto mais se usa uma estrutura mais ela se desenvolve e se não usa ela atrofia, e Heranças dos Caracteres Adquiridos, as mudanças passavam de pai para filho. Neste pensamento as características surgiam por necessidade, a Evolução poderia ser direcionada porém estas idéias foram derrubadas por Chales Darwin e sua Teoria Evolutiva e reafirmadas pelo conhecimento atual de Genética e de Dinâmica Populacional.

Muitas vezes não percebemos mais dizemos coisas que fogem do que é Evolução de verdade, estamos pensando como Lamarck. Um exemplo disso são as expressões corriqueira: “os dentes do siso e o apêndice estão sumindo porque não precisamos mais”, ou, “cães de pastoreio ao longo do tempo foram desenvolveram a capacidade de pastorear para auxiliar na lida”. O processo evolutivo não funciona assim, são afirmações errôneas que não refletem a Evolução.

Os cães domésticos apresentam poucas características típicas, quase todas estão presentes nas populações das outras subespécies de lobos, nós selecionamos positivamente algumas características e negativamente outras, mas elas já existiam. Selecionamos muitos genes que eram selecionados negativamente pelo meio para a formação das raças distintas.

A seleção primitiva de lobos para cães favorecia os lobos com comportamento mais infantis, estes arriscam mais, aceitam a convivência com humanos com maior facilidade e são mais dóceis. Provavelmente os primeiros passos desta seleção dependeu deles e não de nós, os grupos mais pacíficos aproveitavam as sobras deixadas pelos humanos. Em algum momento a espécie humana iniciou a seleção, esta favoreceu ainda mais os infantilizados, a análise das características dos cães atuais é um grande indício. Mas eles nunca deixaram de ser lobos, o comportamento instintivo e comunicação é muito parecido em todas as subespécies.

Lobos infantilizados.

O termo “Infantilizado” é empregado para definir um adulto com muitos comportamentos infantis ou juvenis, um adulto “bobão”. Vemos isto em humanos, existem pessoas que são mais infantis, não há nenhum problema nisso, é uma característica presente na população, porém devemos tomar as devidas proporções, um humano de comportamento infantilizado, não tem nada haver com um lobo infantilizado, visto que o comportamento juvenil de um lobo e um humano são muito distintos. Um cão mantém diversos comportamentos de lobos juvenis e não desenvolve muitos comportamentos típicos de adultos. Durante a seleção nós acabamos favorecendo os infantis.

Algumas raças são mais infantilizadas e outras menos, porém perto de uma outra subespécie de lobo, não importa a raça, o cão doméstico terá sempre comportamento mais infantil.

Definir o que é comportamento infantilizado não é simples, alguns comportamentos adultos parecem infantis, lamber a boca e balançar a cauda pode ter vários significados, o lamber a pode ser apenas uma saudação, pedido de comida ou submissão, o balançar de cauda pode ser saudação, agressão, felicidade. Nem sempre estes comportamentos são infantis, mesmo observando que ocorram mais em filhotes.

Seu cão seu lobo.

Nossa espécie apresenta um potencial intelectual muito superior em comparação com lobos, porém em nossas relações com os cães muitas pessoas querem que eles entendam a nossa linguagem, não se comunicam dentro da linguagem lupina, o cão não entende ou demora a entender. O mais fácil e lógico para relação é o homem mudar sua linguagem e não o cão, um estudo simples de comportamento ou a consulta de um “psicólogo animal” de verdade serve de base para relação. Tapas, gritos, castigo, são comportamentos observados em primatas e não em cães, eles não compreendem estas coisas como estímulos negativos e sim agressões, o mesmo é válido para apelidos carinhosos, beijos e mimos, eles não compreendem isto como estímulo positivo. Mas isto é assunto para uma outra publicação.

Thiago Mendes – Canil Moreira Mendes – Schipperke e Tervueren

www.schipperke.com.br & www.tervueren.com.br

Comunicação Natural

Existem diversas formas para nos comunicarmos com nossos cães. Partindo do princípio evolutivo, a forma mais fácil de haver compreensão correta da mensagem por ambas as partes é usando a linguagem natural canina, isto implica compreender corretamente o significado de cada tipo de latido, uivo, posicionamento corporal, movimentações, toques e outros, o estudos profundo da comunicação de lobos selvagens auxilia nesta compreenção. Devido ao nosso potencial intelectual é mais simples e lógico nós humanos usarmos a língua canina nas comunicações cão X homem, o cão compreender a nossa é mais complicado.

Como podemos observar em humanos, toda comunicação gera estímulos e respostas, podemos separar estas comunicações em várias categorias, mas para simplificar usarei apenas 5: estímulospositivos, estímulos negativos, brincadeiras, informações e agressões. Devemos usar a comunicação natural e tomarmos cuidado com a humanização da comunicação, seja ao gerar ou ao compreender a comunicação. Avaliar a intensidade do estímulo dentro dos critérios naturais é muito importante, o que parece delicado para humanos pode ser muito agressivo para um cão.

Nas metodologias convencionais de adestramento a linguagem natural fica muitas vezes esquecida, as comunicações simplificadas em dois critérios, estímulos positivos e estímulos negativos. Estes por sua vem são muito humanizados ou humanos e não caninos. Tapas, gritos, castigo, são comportamentos observados em humanos e não em lobos, nossos cães não compreendem estas coisas como estímulos negativos e sim agressões, vale o mesmo para apelidos carinhosos, beijos e mimos, eles não compreendem isto como estímulo positivo.

Este tipo de comunicação encontra respostas no medo ou na premiação e não no respeito mútuo. Devemos usar a linguagem natural para educarmos nossos cães de verdade. Nós humanos devemos ser os lobos alfa de nosso cães e não os “lideres”, são conceitos bem distintos.

Citarei alguns estímulos naturais em ordem gradativa de intensidade para início da compreensão da comunicação canina, alguns pedem respostas outros não. Vou usar termos simples e não o correto cientificamente. As comunicações devem ser melhor analisadas, alterações sutis podem modificar totalmente o significado.

Estímulos positivos: latidos e grunhidos agudos; orelhas baixas e balançar de cauda; esfregar o corpo; lamber uma vez; deitar de costas; lamber como carinho; lamber a boca; trazer comida; regurgitar comida.

Estímulos negativos: rosnado; uma pata sobre o corpo; uma pata no focinho; mordida fraca no focinho; toque no abdômen; empurrão; bater de dentes; inflar o peito e erguer a cabeça; mordida média no pescoço ou dorso; ignorar o indivíduo; obrigá-lo a deitar-se de costas no chão.

Brincadeiras: latido agudos curto; bater de patas no chão; morder e correr; espojar-se; saltos horizontais, faltar de um lado para o outro.

Informações: olhar e correr em uma direção; posicionamento corporal; latidos ritmados; uivos; ganidos; balançar de cauda; lamber o ar.

Agressões: balançar de cauda ou deixar a cauda para cima, latidos e rosnados alto, bater forte com as patas, mordidas com intenção de ferir em qualquer local corpóreo.

Quando estamos educando nossos cães não faz sentido o uso de agressões, estas geram como resposta mais agressões.

Devemos avaliar a nossa comunicação, muitas vezes pensamos que estamos agradando ou “dando bronca” e na verdade estamos gerando outro tipo de estímulo, nossa comunicação humanizada pode ser compreendida de forma antagônica, o erro não é deles e sim nosso.

Thiago Mendes – Canil Moreira Mendes – Schipperke e Tervueren

Há 33 mil anos, o início da ‘amizade’ entre cães e homens

04/08/2011 – Veja on-line

Crânio é considerado uma raridade porque ilustra o início da domesticação do cachorro, antes da Era do Gelo. A seta indica a parte retirada pela equipe para análise de datação por carbono

Imagem: Crânio é considerado uma raridade porque ilustra o início da domesticação do cachorro, antes da Era do Gelo. A seta indica a parte retirada pela equipe para análise de datação por carbono (Divulgação/ Ovodov ND- Russian Academy of Sciences, Institute of Archaeology and Ethnography, Novosibirsk, Russia)

A amizade entre homens e cães pode ter começado há mais tempo do que se pensava: cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria. O fóssil, relativo a um espécime que viveu antes da Era do Gelo, ocorrida há 20.000 mil anos, apresenta algumas das características de cães modernos. Um artigo sobre a descoberta foi publicado no periódico científico especializado PLoS ONE.

Segundo o artigo, o focinho tem tamanho similar ao de cães que habitavam a Groenlândia há 1.000 anos, e seus dentes se assemelham aos de lobos selvagens europeus que viveram 31.000 anos atrás. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação – e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca.

Acredita-se que a domesticação do cachorro, o primeiro animal a conviver com humanos, foi um processo muito lento. A teoria mais aceita afirma que a aproximação se intensificou há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura. A partir daí as sociedades humanas passaram a ter excedentes de alimentos, atraindo alguns lobos mais mansos e menores. O homem oferecia comida, e o animal retribuía dando proteção contra predadores. Os mais dóceis foram ‘adotados’ pelos humanos que, por meio de seleção artificial, passaram a criar filhotes cada vez mais domesticáveis, até o ponto de se comportarem como os cachorros de hoje.

As raças caninas, contudo, são bem mais recentes. Estima-se que a mais antiga, com alguns milhares de anos de idade, seja o husky siberiano. A raça akita, do Japão, tem cerca de mil anos. Raças como o pastor alemão tem cerca de 300 anos e são frutos de seleção organizada por criadores especializados.

Nova espécie de lobo é descoberta na África

Até a análise de DNA, animal era confundido com chacais

Uma pesquisa liderada pela Universidade de Oxford descobriu uma nova espécie de lobo na África. O achado indica que os maiores canídeos chegaram à África cerca de três milhões de anos atrás, antes de se espalharem pelo Hemisfério Norte. A nova espécie é parente do lobo da Índia e do Himalaia e vinha sendo confundida com o chacal dourado. O estudo foi publicado no periódico PLoS One.

Universidade de Oxford

Espécie de lobo avistada no nordeste da África

Os cientistas coletaram uma amostra de DNA do animal e perceberam que não havia registros semelhantes no banco genético mundial. “Mal conseguimos acreditar quando isso aconteceu”, disse Eli Rueness da Universidade de Oslo (Noruega), um dos autores do estudo. A equipe encontrou exemplares da espécie no Egito e na Etiópia e acredita que ainda possa achá-los em outros lugares.

De acordo com David Macdonald, também um dos autores da pesquisa, “encontrar um lobo na África é uma notícia importante para a conservação da biodiversidade”. Para Claudio Sillero, da Universidade de Oxford, “a descoberta contribui para o entendimento da biogeografia da fauna africana, que tem ancestrais na Europa e Ásia”.

Os chacais dourados não estão em perigo de extinção, mas o novo lobo pode estar quase desaparecendo. A equipe de pesquisadores acredita ser prioridade descobrir mais detalhes sobre a espécie e mapear a localização dos indivíduos.

Animais foram essenciais para evolução humana

Pesquisadora afirma que domesticação de cães, gatos e gado ajudou a desenvolver habilidades

por Redação Galileu

 Shutterstock

Os cachorros, gatos e outros animais domésticos tiveram um papel importante na evolução dos seres humanos, de acordo com uma teoria da paleoantropóloga Pat Shipman, da Penn State University. O hábito de acolher e usar os animais incentivou o desenvolvimento de algumas habilidades humanas, como a linguagem e a confecção de ferramentas.

A principio, pareceria estranho adotar animais como cães e gatos, pois sustentá-los seria um gasto muito grande de recursos. Mas as pessoas convivem com os animais em qualquer cultura do mundo. A explicação de Shipman é que essa adoção seria vantajosa para nós e começou na época em que estávamos deixando uma dieta majoritariamente vegetariana para uma voltada ao consumo de carne.

Segundo Shipman, essa foi uma mudança muito rápida e estranha para qualquer animal. “Foi um atalho no processo evolutivo, já que não temos os equipamentos para sermos carnívoros”, disse ao Discovery News. Isso aconteceu com o desenvolvimento de ferramentas de caça, que permitiram ao ser humano competir com os outros predadores. Tivemos que inventar equipamentos, aprender a caçar e matar, e acabamos levando alguns animais para caçar conosco, como os cães.

Outros animais foram domesticados para nos servir leite, pele e carne. Cuidar desses animais requer muito conhecimento e um modo de transmiti-lo. As línguas tiveram que se desenvolver para superar esse desafio. Um dos sinais da importância dos animais para os primeiros seres humanos, segundo a pesquisadora, é o fato de eles estarem representados na maioria das pinturas rupestres.

Shipman ainda diz que, enquanto nós alterávamos a genética de nossos animais intencionalmente, eles também nos transformaram. Nos cruzamentos que selecionávamos, acabamos escolhendo os animais mais dóceis e proveitosos para nós. Ao mesmo tempo, os cães acabaram selecionando os seres humanos mais generosos e que estavam dispostos a adotar um animal, e os ajudou a sobreviver, colaborando na caça e protegendo suas casas.

Cachorro surgiu no Oriente Médio, mostra análise de DNA

18/03/2010 – 09h17

RICARDO MIOTO
da Folha de S. Paulo.

Adaptação de trabalho publicado originalmente na “Nature”http://blogs.nature.com/news/thegreatbeyond/2010/03/doggies_desert_development_dec.html

Um São Bernardo é tão diferente de um chihuahua que nem parecem ser da mesma espécie. Mas o maior estudo genético já feito sobre cães domésticos acaba de mostrar que, no seu DNA, as várias raças de cachorro são ainda mais parecidas do que se imaginava.

Enquanto a maioria das diferenças de peso e altura em humanos e outros animais envolvem um punhado de genes com efeitos individuais pequenos, em cachorros um único gene é responsável por mais de 50% da variação no tamanho do corpo, por exemplo.

Os cientistas conseguiram também apontar o local onde os primeiros lobos foram domesticados: no Oriente Médio, e não no extremo Oriente, como se pensava.

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Eles puderam chegar a essa conclusão analisando o trechos do material genético de mais de 900 cachorros de 85 raças e de lobos do mundo inteiro. Assim, foi possível criar um grande retrato de família, montando uma árvore genealógica da espécie.

Ela é bem inesperada, porque a localização geográfica das raças não parece ter relação com as diferenças genéticas entre elas –ao contrário do que ocorre com espécies que evoluem naturalmente. Afinal, é a seleção artificial humana, não a seleção natural, a principal força a guiar a evolução canina.

As pessoas escolhem os animais que vão sobreviver utilizando critérios como a docilidade, a beleza, a utilidade na caça ou com rebanhos. A seleção artificial faz com que as características da região onde o bicho vive não sejam tão importantes quanto a vontade dos criadores na determinação das suas características.

Os cientistas perceberam como a domesticação podia causar grande impacto nos animais na década de 1950. O soviético Dmitri Belyaev, na época, selecionou por seis gerações os filhotes de raposa mais dóceis para se reproduzirem. Ao final, os animais eram ávidos por contato humano e até ganharam características físicas que humanos consideram simpáticas, como orelhas caídas.

Origens

A seleção artificial aconteceu com força em dois momentos, diz Robert Wayne, biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Ele é coautor do estudo, que envolveu um grupo de 36 cientistas e sai na edição de hoje da revista “Nature”.

O primeiro momento ocorreu no próprio Oriente Médio, quando surgiram cerca de 20% das raças atuais. Foi quando surgiu a agricultura, há 10 mil anos, que os laços entre humanos e cachorros se estreitaram. “Nessa região, eles são encontrados enterrados com as pessoas. Em um caso, um filhote foi enterrado nos braços de um homem”, diz Wayne.

O outro foi no século 19, quando virou moda criar novas raças de cachorros e apareceram 80% das atuais, dizem os cientistas. Na época se fortaleceu o conceito de “pureza” das raças, surgindo, a partir de então, animais com todo tipo de comportamento e porte.

A partir da 2ª Guerra Mundial, o pedigree se tornou mania entre quem queria comprar um cachorro. O que os cientistas questionam agora é se tal esforço pela purificação das raças é saudável. A falta de variedade genética pode facilitar a proliferação de doenças.

Cientistas suíços descobrem os restos do cão mais velho do mundo

Veja online 02/08/10

Restos analisados têm mais de 14 mil anos

Lobo em área de proteção dos Estados Unidos: cães modernos são descendentes dos lobos, domesticados há milhares de anos

Lobo em área de proteção dos Estados Unidos: cães modernos são descendentes dos lobos, domesticados há milhares de anos

Desde o século 19, os restos do que pode ser o cão mais velho do mundo, encontrados em uma caverna da Suíça, careciam de uma análise para confirmar o título. Mas, nesta segunda, foi divulgada uma análise que confirmou que os fragmentos de um crânio e dentes achados na caverna de Kesslerloch, em 1873, no norte da Suíça, têm mais de 14 mil anos.

“Durante uma nova análise dos restos animais, nós identificamos um fragmento craniano e dentes do cão doméstico”, disseram os cientistas da Universidade Tuebingen, da Alemanha,  em um artigo publicado no International Journal of Osteoarchaeology. “O grande fragmento de maxilar foi diretamente datado de 14.100-14.600 a.C.”, afirmaram.

“O fragmento de maxilar agora deve ser considerada a evidência mais remota indiscutivelmente relacionada à evidência de um cão doméstico”, acrescentaram.

A alegação deve-se ao fato de que arqueólogos belgas afirmam ter descoberto o crânio de um cão com 30 mil anos, mas o cientista Hannes Napierala explicou a diferença: “Somos céticos porque os dentes são muito similares aos de um lobo”. Ao contrário, o fragmento encontrado na caverna suíça é claramente diferente dos restos de lobos, afirmaram os cientistas.

(Com AFP)