História

Brave_Spitz 1855A primeira citação da raça por escrito data do século XV, onde o monge Wencelas falava de pequenos cães flamengos negros e sem cauda que eram a personificação do Demônio.

O famoso cinófilo Belga especializado em cães pastores Charles Huge afirmou, no fim do século XIX, que cães pretos com aparência lupina de diversos tamanhos eram comuns na província flamenga de Brabant (Bélgica) no século XVII. Os maiores eram utilizados para pastoreio e os menores como cães de guarda e rateiros. Mais tarde, a classe dominante francesa impediu a posse de cães de grande porte por pessoas que não pertencessem à aristocracia, porém o restante da população continuava precisando de cães para guarda e pastoreio de seus animais. Foram selecionados então cães de pequeno porte, que originaram as raças Schipperke e o Leuvenaar, das quais só o Schipperke permanece, aparentados com os grandes pastores belgas (Groenendael, Mechelaar, Tervueren e Laeken).

Os Schipperkes também foram utilizados largamente como cães de guarda e rateiros em barcaças nos canais holandeses, o que foi citado erroneamente por um criador inglês como sendo sua origem, segundo ele o nome derivaria da palavra holandesa schipper, barqueiro.

O nome na verdade é derivado da palavra scheper, que é flamengo para pastor. Desse modo, Schipperke significa simplesmente pequeno cão pastor. Eles também eram carinhosamente chamados spitzke por causa de seus focinhos pontudos ou moorke (moorish, preto) por sua cor.

A raça se popularizou muito em fins de século XIX por causa da rainha belga Maria Henriqueta (que até mandou fazer um retrato de seu cãozinho), a família real inglesa também passou a possuir muitos exemplares e a raça se espalhou rapidamente por toda a Europa. Os cães eram muito comuns nas casas de comerciantes e homens de negócio de classe média na Bélgica central.

O primeiro padrão foi descrito em 1933 pelo Royal Belgian Schipperkes Club, fundado em 1888 com o propósito de defender a raça que se tornou popular demais, fato que ocasionou alterações no padrão devido à exploração comercial indiscriminada.

Muito do que se sabe das origens do Schipperke vem da revista Chasse et Peche (francês: Caça e Pesca). Foram primeiramente formados como uma raça em 1880, com o padrão sendo escrito em 1889.

O nome “Schipperke”, adotado oficialmente em 1888 pelos ingleses, tradicionalmente significava “pequeno capitão”. No começo da década de 1920, entretanto, ficou popular na Bélgica que na verdade a palavra era uma distorção da palavra flamenga “Schapocke” ou “Scheperke”, que significa “pequeno pastor”. Foi sugerido que a idéia de “pequeno capitão” era uma invenção dos ingleses, que confundiram o Schipperke com um cão holandês.

Antes do nome “Schipperke” ter sido adotado oficialmente, a raça era também conhecida coloquialmente como “Spitzke”. Pensa-se que a troca de nomes ocorreu para diferenciá-lo do Spitz Alemão.