Reportagens

Focinhos novos no pedaço

Publicado na Revista Época, 22/08/2009

As raças de cães recém-introduzidas no Brasil fazem sucesso por suas características únicas

RODRIGO TURRER

 

Cachorro que não late? Cão sem pelo? Pastor miniatura? Se você encontrar cachorros que nunca viu, não os confunda com vira-latas. Pouco comuns no país até o começo da década, algumas raças aos poucos ganham o mercado canino – ou “cinófilo”, como preferem os criadores – por suas características exclusivas, que se refletem no preço. Um cão desses, com pedigree e vacina, pode variar de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Nas próximas páginas, alguns exemplos.

O basenji é uma das raças mais conhecidas entre as desconhecidas: o cão que não late – e raramente morde. Pacífico, emite sons que vão de uma espécie de risadinha de desdém a uivos cantados. Suas cantorias são hit no YouTube (basta digitar “basenji singing” no site para ver). Apesar dos dotes artísticos, a raça não é barulhenta, afirmam os criadores. “É um cão silencioso. Eu tenho uma fêmea há quatro anos e nunca ouvi a voz dela”, diz o criador Sávio Steele, dono do Canil Itapuca, em Niterói, Rio de Janeiro.

Além de silenciosos, são cães com “alma de gatos”: independentes e autônomos, gostam de pessoas e interagem com o dono sem exceder na bajulação. Soltam pouco pelo, não têm cheiro de cachorro e são… autolimpantes. Higiênicos, pulam poças e evitam sujeira. Se pisam na lama, lambem a pata até ficar limpos, diz Steele. Apesar de se darem bem em apartamentos, são cães que precisam de passeios diários.

Outra raça emergente é o oposto do basenji. O chinese crested dog, ou cão de crista chinês, é pouco menor que um poodle e tem cara de chihuahua. A falta de apelo estético é compensada pela capacidade de se adaptar a espaços pequenos, dizem os criadores. “São cães perfeitos para apartamentos: não têm pelo, não causam alergia, são carinhosos sem ser hiperativos e dispensam exercícios e passeios diários”, afirma Livia Krainer, agente do canil Hampton Court, em Avaré, São Paulo. Por não latirem à toa, servem como “alarme vivo” para proteger a casa.

Outra raça miniatura útil para alardear visitas indesejadas é o schipperke (pronuncia-se “squiperque”). Miniatura do portentoso pastor-belga, é pouco menor que um beagle. Independentes e inteligentes, são conhecidos pelo silêncio. “Como não latem por nada, mesmo pequenos são ótimos cães de guarda”, explica Thiago Mendes, biólogo e criador do canil Moreira Mendes, em São Paulo. Apesar de peludos, não têm cheiro forte mesmo quando ficam meses sem banho, segundo os criadores. Convivem bem com crianças.

Quase insuperável em adaptação a travessuras infantis é o buldogue francês. “Ele aceita todo tipo de brincadeira, até das crianças mais ranhetas”, afirma Sávio Steele, que também cria a raça. São cães dóceis, companheiros e apegados. Às vezes até demais. Sentem falta dos donos e não podem ficar sozinhos muito tempo, senão depois querem brincar o tempo todo. Atarracados e parrudos, ficam entre o pug e o buldogue inglês e são muito procurados por moradores de apartamentos.

Não é só na versão reduzida que é possível encontrar raças emergentes e comportadas. Quase do tamanho de um pastor-alemão, os cães rodesianos chamaram a atenção do ator Thiago Lacerda. “Eu sou um veterinário frustrado e adoro cachorros grandes. E me apaixonei pelo biotipo da raça”, diz Lacerda, dono do Canil Riad Ridge, em Petrópolis, Rio de Janeiro, especializado em rodesianos. “É um cão altivo, companheiro sem ser espalhafatoso. É quase um felino.”

BULDOGUE FRANCÊS

ORIGEM França.
É uma versão miniatura dos buldogues originais
CARACTERÍSTICAS Mede até 35 centímetros, pesa de 8 a 14 quilos e tem “orelhas de morcego”. É dócil, receptivo e brincalhão. Apesar do pelo curto, precisa tomar banho com frequência por causa do forte odor
PRÓS Cão de companhia, se dá bem com crianças e em apartamentos
CONTRAS Não pode ser deixado sozinho por muito tempo
PREÇO R$ 2.500
ONDE ENCONTRAR
Dirennas’s (direnna.com);
Canil Dalla Nora (bulldogfrances.com.br)

SCHIPPERKE

ORIGEM Belga, raça com 500 anos, é uma versão miniatura do pastor-belga original
CARACTERÍSTICAS Cerca de 30 centímetros, de 5 a 8 quilos. É inteligente e independente. Apesar de peludo, solta pouco pelo e é higiênico. Pode ficar sem tomar banho por mais de um mês sem ficar com mau cheiro
PRÓS Como late raramente, serve de cão de guarda, apesar do tamanho
CONTRAS É ativo e cheio de energia, precisa de algum espaço
PREÇO R$ 2 mil
ONDE ENCONTRAR
Canil Moreira Mendes, tel. (11) 9151-3569,
schipperke.com.br

BASENJI

ORIGEM África. No século XIX foi levado para a Inglaterra e se espalhou na Europa
CARACTERÍSTICAS Mede de 40 a 42 centímetros, pesa entre 9,5 e 11 quilos. Não late: emite uivos cantados e grunhidos. É independente e autossuficiente. Higiênico, evita poças e sujeira
PRÓS Não late e solta pouco pelo.
Gosta de brincar, mas sem bajulação
CONTRAS Muito ativo, precisa de
passeios diários para aplacar o ânimo
PREÇO R$ 2 mil
ONDE ENCONTRAR
Canil Itapuca (canilitapuca.com.br);
Canil Shiwsei, tel. (31) 3712-4024;
Basenji & Whippet, tel. (11) 4022-5927

CHINESE CRESTED DOG

ORIGEM África. Foi disseminado na China no século XVI.
Era levado por mercadores para caçar ratos em navios
CARACTERÍSTICAS Mede de 23 a 30 centímetros, pesa 4,5 quilos. Alegre, afetuoso e tranquilo, late raramente e não se excede nas brincadeiras. Não solta pelos e não tem “cheiro de cachorro”
PRÓS Pequeno, silencioso e sem pelos, é ideal para apartamento
CONTRAS Costuma ser exageradamente apegado ao dono
PREÇO R$ 4.500
ONDE ENCONTRAR
Canil Hampton Court, tel. (14) 3732-6755; Canil Vila Brazil
(canilvilabrasil.com.br)

RODESIANO

ORIGEM África. Chamado de Leão da Rodésia, foi levado para a Europa por colonos ingleses
CARACTERÍSTICAS Mede de 61 a 69 centímetros, pesa de 32 a 36 quilos. Cão seguro, tranquilo e altivo. É dócil e se dá bem com crianças. É autossuficiente e independente
PRÓS É ótimo cão de guarda, porque só late em caso de necessidade
CONTRAS Apesar de companheiro, é um cão reservado
PREÇO R$ 4.500
ONDE ENCONTRAR
Canil Riad Ridge (riadridge.com.br);
Canil Malabo APD (malaboapd.com.br

………………………………………………………………………
Raça do mês – Schipperke

11/06/2008 CBA Comição Brasileira de Agility.

 

Recentemente, passamos a encontramos nas pistas do Agility Brasileiro um pequeno pastor preto. É o Schipperke, o menor cão do grupo dos pastores. Embora a criação no Brasil ainda seja pequena, essa é mais uma raça comum no Agility mundo a fora e pouco tempo atrás vimos o primeiro Schipperke competindo no Brasil, o Pypo da Carol.

Entrevistamos a Tammy St. Louis, uma treinadora canadense, Diana Kinnear, criadora canadense de Schipperkes, a Carol, que atualmente compete com o Pypo no Iniciante, e também a Fernanda, de Curitiba, que está treinando seu Schipperke, o Ty.

Vamos às perguntas!

CBA – Conte um pouco sobre o Schipperke.

Tammy – Eles são muito ativos e muito espertos, aprendem rápido se vocês estiverem treinando corretamente e parece que todos AMAM comida. Eu já mencionei que eles são muito ativos? (risos)

Diana – O Schipperke é realmente um cachorro completo – um cão trabalhador com cérebro. Eles PENSAM sobre aquilo que você está pedindo deles. E eles aprendem muito rápido. MAS uma vez que eles aprendem – eles precisam saber POR QUE eles precisam fazer isso para você. O que eles ganham com isso? Eles irão fazer você rir quando “zoarem” você – para deixar a brincadeira interessante para eles. Schipperkes são fortes e robustos – mas pequenos o suficiente para viajar para muitos lugares sem ocupar muito espaço. 

Fernanda – O Schipperke é considerado um cão pastor. Muitas vezes é chamado de mini Pastor Belga Groenendael, mas são duas raças distintas. A única cor aceita pelo padrão da FCI é a preta. É de tamanho pequeno, chegando no máximo a 34 cm. São cães fortes e musculosos e, apesar do tamanho, se acham enormes. Tem um temperamento forte e devem ser bem socializados, caso contrário se tornam arredios a estranhos e às vezes agressivos. Possuem o instinto de guarda muito forte.


Carol – O Schipperke é uma raça belga que apesar de pouco conhecida existe desde o século XVI, é uma variação pequena do cão que também originou o Pastor Belga Groenendael, daí tanta semelhança. Os Schipps são curiosos e incansáveis, ficam o dia inteiro atentos aos menores sinais de movimento e zanzando de lá pra cá. Até mesmo depois de muito exercício eles ainda têm energia para deitar perto da porta e espantar qualquer um que venha “perturbar” a segurança de sua família. São cães multi-uso e fazem de tudo: guarda, caça, companhia, adestramento, faro e até pastoreio. Odeiam o tédio e a chatice e, apesar de apegados aos donos, eles não farão nada que não valha a pena e não trabalharão a toa. 

CBA – O que te levou a ter um Schipperke?      

Tammy – Eu sempre tive raças grandes e eu queria uma raça pequena que pudesse se cuidar com os grandões e não se machucar. Esses carinhas são durões e DEFINITIVAMENTE aguentam os grandões. Eles não perdem muito pelo e são muito ativos, o que eu amo.

Fernanda – Estava procurando um outro cão mini para o agility e que fosse de uma raça diferente. Pesquisando na internet conheci o Schipperke. Fiquei sabendo de um filhote que estava sendo treinado no Dog World e o conheci numa prova do Brasileiro, era o Pypo da Carol. Me apaixonei de cara. O cachorro era lindo e simpático. E ainda vi vídeos e fiquei sabendo que ele estava indo super bem nos treinos. Entrei em contato com alguns criadores, uns 2 na verdade pois não existem muitos aqui no Brasil, e pedi para um deles: quero o filhote mais doidinho que você tiver. E assim veio o Ty, mais doido impossível.

Carol – Primeiro eu queria um cachorro, qualquer cachorro! Haha. Eu queria um que brincasse, corresse e que fosse ligado em aprender (a verdade é que eu sempre gostei dos louquinhos), eu abominava a idéia de ter um cão só para fazer carinho e sentar assistindo tevê, mas eu morava em apartamento e ter um cão grande estava fora de questão. Foi aí que eu encontrei uma criadora de Schipperke no orkut, já conhecia a raça e comecei a conversar para descobrir um pouco mais. Pimba! Viajei até Itaipava para conhecer um exemplar pessoalmente e alguns meses depois o Pypo chegou!

CBA – Quando e como você começou no Agility com seu Schipperke?

Tammy – Eu vi o Agility um dia e achei que seria ótimo para meus cães, que eles adorariam. Nós tentamos, eles adoraram e todos foram muito bem, então eu comprei alguns obstáculos e comecei a dar aulas de Agility. 

Fernanda – O Ty chegou em julho de 2007, com 62 dias. Começamos a treinar na pista quando ele estava com 4 meses, mas antes trabalhamos comandos básicos e a vontade dele pelo brinquedo. Ele é alucinado por brinquedos de morder, um colega que é adestrador da polícia disse que ele daria um ótimo cão para o trabalho lá hehehe. Também ama comida, o que torna fácil o treinamento dele. 


Carol – Eu já conhecia o esporte da internet e vira e mexe eu via os anúncios de escolas na Cães & Cia, eu gostava muito de adestramento e secretamente eu já havia decidido que o meu cão praticaria agility. Fiquei convencendo meus pais enquanto ele ainda não podia sair na rua e foi só a vacinação acabar que ele já estava no DW. 

CBA – Quais as dificuldades você teve no treinamento do seu Schipperke?

Dianna – Um  Schipperke está no seu auge depois dos 3 anos de idade – antes disso, eles retêm muito as atitudes de filhotes, de brincar, correr, saltar. Só então eles começam a amadurecer. Eles melhoram com o tempo, muitos deles vencendo Best in Shows, os melhores lugares de Obediência e Agility depois dos 6 anos de idade. Então, eles demoram mas valem a pena. E eles geralmente vivem por um bom tempo – 12, 14, 16 anos é comum.

Tammy – Não foi muito difícil afinal, obediência é a chave para o sucesso. Eles já tinham uma boa obediência então “comunicação” é um bom começo, eles entenderem o que você quer. 

Fernanda – Por ele ter sido muito bem socializado, volta e meia saia correndo para festejar qualquer pessoa que estava na escola. Por ele ser pequeno (31cm) achei que não teria problemas com a zona de contato da passarela, mas estou tendo, ele pula mesmo! Agora terei que fazer um trabalho nisso. Acho que a única coisa que prejudica o treinamento e o desempenho do Ty no agility é seu tamanho. Ele é pequeno e quadrado, mas acho que conseguiremos bons resutados, pois a vontade dele trabalhar é grande.

Carol – Hahaha, essa é fácil! Concentração. No começo ele era ótimo, só recebia elogios e fazia tudo com a maior facilidade do mundo. Aí veio a adolescência… Eu fiquei fora do país por um tempo e quando voltei, ele nem queria saber de mim dentro da pista, aos poucos ele foi melhorando, mas se distraía por qualquer bobagem. Fiquei quase nove meses só pra focá-lo em pista e hoje ele parece estar curado, rs. A curiosidade é sempre um problema no treino dos Schipperkes, mas pessoas mais experientes conseguem driblar isso sem tanta dificuldade. Afinal, por mais que eu tivesse estudado todo material possível antes de adquiri-lo, eu ainda era uma marinheira de primeira viagem.

CBA – (Para Dianna) O que você espera dos filhotes de sua criação?

Dianna – Nas minhas ninhadas, eu procuro uma boa conformação, com estrutura forte para que possam trabalhar e um temperamento fabuloso. Um cachorro que possa viver em uma casa, que tenha vontade de agradar e de trabalhar. Mas eles precisam ser bonitos também. Saúde e genética são importantes também – controlo todos os problemas de saúde. Um schipperke precisa ser saudável para ser um cão de compania e de trabalho.

CBA – O que você aconselharia para alguém que deseja ter um Schipperke?

Dianna – Se alguém quer um Schipperke, procure por essas qualidades – beleza, inteligência, saúde e temperamento. Não há necessidade se contentar com menos. Uma linha que tenha sido selecionada para vencer títulos de exposição, obediência e Agility é com o que você deve começar – não aceite nada menos do que o melhor. 

Tammy – PESQUISE! Saiba o que você está pegando em termos de atividade, eles NÃO são a raça para todos, eles têm muita energia e podem ser muito destrutivos se não forem tratados adequadamente. 

Conheça vários exemplares da raça, se prepare para exercitar muito seu cão para deixa-los saudável e com a mente estável.


Fernanda – É uma raça maravilhosa! Não tem quem não se apaixone por eles. Só que são ligados na tomada o dia todo. Aconselho a raça para alguem que vá fazer alguma coisa com eles, senão a pessoa vai ter problemas na certa. Devem ser muito bem socializados também, caso contrário ficam tímidos e agem com agressividade. São ótimos com crianças, o meu brinca muito bem com meu sobrinho de 5 anos, se adoram.

Carol – Eles precisam de donos com mão firme e que disponham de tempo para gastar com o cão. Além disso, quanto mais experiente o dono melhor, mas eu sou a prova de que os inexperientes também conseguem dar um jeitinho. Não são carentes e um pouquinho de carinho e colo já é mais que suficiente, mas precisam de companhia e odeiam ficar sozinhos. Quanto aos cuidados o Schipp dispensa a maioria, eles realmente não precisam de banho (que em excesso prejudica sua pelagem característica) e as escovações só são mais necessárias para os exemplares de apartamento, nos outros se aconselha escovar a cada quinze dias para retirada de pêlos mortos e para manter o brilho da pelagem. Ah! Vale lembrar que a socialização é fundamental nessa raça que tem uma senhora facilidade para se tornar arredia ou até agressiva.

A CBA agradece a Tammy, a Diana, a Carol e a Fernanda pela atenção em responder as perguntas. Esperamos que tenham gostado de mais essa ótima raça para a prática do Agility!

Até a próxima com mais uma Raça do Mês!

Renan Campos

…………………………………………………………………………………………………………………………….

Pequeno valente
Publicado em 06/06/2009 | LUANA BORSARI, ESPECIAL PARA A GAZETA


Ty, o schipperke da família Lesnau: raça de cão de pastoreio, estatura de cão de companhia

O schipperke, de origem belga, é atento como um lobo, mas companheiro como um poodle.

 

Para a veterinária e adestradora Fernanda Lesnau, dona do schip Ty, de 2 anos, ter o animalzinho em casa é contar com um amigo no mínimo, inquieto. “Ele se movimenta o dia todo, precisa de atividade física”, diz. Para suprir esta necessidade, Fernanda e Ty praticam o agility, um esporte em que o dono orienta o cão a vencer obstáculos como rampas, túneis, passarelas e gangorras. Ty é amigável com crianças. “Ele brinca de lutinha com meu sobrinho de seis anos e não se acanha diante de um grupo delas”, acrescenta.


Perfil

Docilidade de cães grandes faz deles companheiros ideais e nada irritantes

Cor: preta

Média de vida: 18 anos

Peso: entre 3 e 9 kg

Pelagem: média em quase todo o corpo, porém com pelos mais longos formando juba e culotes. Os pelos são lisos, brilhantes e grossos.

Temperamento: independente

Preço: no Canil Moreira Mendes, especializado em criar a raça Schipperke, em média R$ 1,5 mil.

Serviço: www.schipperke.com.br ou pelo telefone (11) 9151-3569.

ProtetorA adaptação a outros animais e o cuidado com filhotes, não importando a espécie a que pertençam, normalmente são qualidades de um schipperker. Também é pouco ruidoso, mas não hesita em tomar providências quando percebe um estranho em seu território. “O schip apresenta um comportamento de animal grande, não ataca sem motivo e não late por bobeira”, esclarece o psicobiologista e criador da raça, Thiago Mendes, do Canil Moreira Mendes, de São Paulo.

Uma boa notícia a quem pretende ter um schip é que ele é muito resistente. “Ele não adoece facilmente e não está relacionado a doenças típicas, como ocorre com a maioria dos cães de outras raças”, afirma Mendes. Além disso, adapta-se bem a todos os tipos de clima, o que pode ser uma facilidade na hora do banho. “Em resumo, seca rápido se molhado e sara rápido se doentes, explica Mendes.